Foto de Carlos Lopes no jornal "Público"

«Precisamos de ter a certeza de que não há factores anormais a empolar os preços», acrescentou, preocupado. Pois caro ministro, posso garantir-lhe que é perfeitamente normal que as empresas petrolíferas tenham a sensação de absoluta impunidade quando passaram mais de um ano a aumentar concertadamente os preços dos combustíveis nas barbas dos portugueses (e das autoridades económicas), protegidas por umas quantas regras que lhes permitem aumentar automaticamente em função da variação do preço da matéria prima. Assim, os presidentes das empresas nem precisam de ir almoçar juntos. Basta aguardar que a GALP (da qual o governo é accionista) decida quanto é o aumento desta semana. Depois é só ir atrás...
PS - Pedir, a esta altura do campeonato, parecer à entidade da concorrência sobre a situação é de ir às lágrimas. Como risível será, em breve, multar as empresas com "pesadas multas" que não chegarão a 5% dos lucros ilícitos que obtiveram com esta prática ilegal, denunciada, aliás, há muito tempo pelo ex-dirigente da mesma autoridade da concorrência.
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