Diz que este senhor é um homem poderosíssimo e um dos mais ricos do mundo. É o dono do Dubai que é assim um país das maravilhas com ilhas artificiais em forma de palmeira e hotéis de um luxo arábico que encanta os deslumbrados bimbos super-ricos do mundo que lá compraram propriedades quando estava na moda.Diz também que o Dubai cresceu economicamente na área do real estate de uma forma alucinante devido aos dinheiros do petróleo e à visão empresarial deste senhor e dos seus amigos muito entrepeneurs. Não sei se esse crescimento terá alguma coisa a ver com o facto de os trabalhadores da construção civil serem milhares de semi-escravos asiáticos que trabalham doze horas por dia por 3,8 euros de salário diário em condições tais que é frequente acontecerem mortes por exaustão e excesso de calor.
Agora vem o senhor Mohammed bin rashid al maktoum (é assim que se chama a figura...) dizer que a crise quando chega é para todos e que os credores dos 57 biliões de dólares de dívida de uma das suas empresas têm de ter paciência durante seis meses porque dinheiro para pagar o que deve é coisa que escasseia, o que é rigorosamente verdade porque isto de ser rico dá muita despesa. É por isso que há quem diga, muito prosaicamente, que o Dubai está falido.
Os mercados europeus estremecem com a notícia e cheira-me que ainda vamos todos ajudar a pagar as mordomias faraónicas do tal senhor Maktoum e dos seus preclaros e ricos colaboradores mais chegados. Não nos bastava o BPN, um dia destes ainda temos que levar com o Mohammed...













