
O braço de ferro entre a corporação dos médicos e a associação nacional de farmácias consubstancia duas realidades que deveriam envergonhar ambas as classes : os senhores doutores querem ter a única palavra na escolha da marca do medicamento que prescrevem mesmo que saibam que genéricos absolutamente equivalentes podem custar menos de metade. Porquê ? Não é difícil adivinhar que mantendo esse poder, continuarão a ser a menina dos olhos dos Laboratórios Farmacêuticos que tantos milhões gastam em acções de marketing...
A Associação Nacional de Farmácias quer que os farmacêuticos possam passar a vender genéricos sempre que achem bem, independentemente da vontade do médico. Porquê ? Talvez para vender os produtos da empresa de genéricos de que é sócia...
Para resolver isto, e contra a minha formação libertária, eu talvez propusesse que :
1 - Aos Laboratórios fosse vedado qualquer tipo de "simpatia disfarçada" para com a classe médica.
2 - À ANF fosse vedada a possibilidade de estar no capital social de qualquer Laboratório (de genéricos ou não-genéricos) por haver possibilidade de distorção grave do mercado e da livre concorrência.
Mas isto sou eu que não sou médico nem farmacêutico e estou sempre a ver mal em tudo...